27 de Outubro de 2008

Samambaias da Amazônia Central - Apresentação

E aí colegas de ecologia?

A apresentação geral do nosso grupo na reunião do grupo de pesquisas sobre a Amazônia da Universidade de Turku acabou ficando para o ano que vem pois já havia 3 pessoas interessadas em apresentar seus trabalhos nas próximas reuniões, e depois vem o geladíssimo natal. Obrigada a todos que enviaram material, quem ainda quiser mandar está em tempo.

Na semana passada, acabei apresentando meus resultados. Segue abaixo um panorama geral do que fiz (profissionalmente! - plagiando o Heldô) no INPA desde 2004. A apresentação está dividida em três partes.
Clique aqui para vê-la.

1. Estudos ecológicos:


A. Ecologia de comunidades de pteridófitas
Tenho utilizado as samambaias como grupo modelo para estudos de padrões de distribuição de organismos ao longo de gradientes ambientais e espaciais. De maneira geral, as características edáficas são os principais determinantes da composição e turnover de espécies na Amazônia em média escala, mas a estrutura da comunidade varia de acordo com o tipo de fator ambiental e comprimento do gradiente. A distância não influenciou a composição de espécies na escala estudada (90 km2), indicando ausência de limitação de dispersão. O artigo está publicado na Biodiversity and Conservation (online first).

B. Esforço amostral vs. Retenção de informação
Visando a continuidade do uso do método RAPELD nos inventário de samambaias, fizemos um estudo sobre o efeito da largura da parcela sobre as conclusões ecológicas. Os resultados foram obtidos através de simulações reduzindo-se de 2,5 m para 2 m e para 1 m. O padrões mais fortes (argila) foram consistentes nas três larguras simuladas, mas a riqueza utilizando-se 1 m foi subestimada.

2. Produção de guia de campo:
Guia de Samambaias e Licófitas da Rebio Uatumã. O guia está em fase terminal (bem como os autores!) de produção, segue o projeto gráfico do guia de lagartos e sapos já publicados pelo PPBio. Será lançado em Dezembro, com distribuição gratuita de exemplares. Apresenta 120 espécies encontradas na Rebio Uatumã. A riqueza da reserva é surpreendentemente alta considerando-se o conhecimento prévio sobre a Amazônia Central (de maneira geral, pobre se comparada ao Oeste da Amazônia). A agradável surpresa ocorreu devido a uma pequena mancha de solo rico em nutrientes (cerca de 4 km2) encontrada na área de estudo. Nos textos do guia, tentamos usar uma linguagem simplificada, porém durante a elaboração das descrições das espécies ficou claro que tornar a linguagem científica mais palatável ao público em geral sem sacrificar o rigor dos termos é um grande desafio. O link para o pdf do guia será disponibilizado em breve!

3. Planos para o futuro:
Breve, brevíssima descrição das idéias a serem desenvolvidas nos próximos meses (ou anos...).

Depois do mestrado feito sob orientação da Dra. Flávia Costa, fui bolsista do CNPq/PPG7 e PCI, atualmente estou realizando um “estágio” com a Dra. Hanna Tuomisto na Universidade de Turku, na Finlândia. O objetivo é analisar dados de inventário de pteridófitas em grande escala, na Amazônia Central e claro... publicá-los!

Visitas serão bem vindas!

Abraços, Gabi

1 comentário(s):

Saci disse...

Eita Gabi! Quem diria que uma pessoa que trabalhava com Hydras na graduação iria enveredar para um caminho tão verdejante e espororífero! Manda ver Zuquini! De um admirador escancarado e explícito!