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27 de dezembro de 2009
Jared Diamond: Porque as sociedades entram em colapso
Palestra de Jared Diamond sobre o livro Colapso - como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso (2005).
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Saci
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17 de agosto de 2009
Restauração de Matas Ciliares na Bacia do Xingu: A Campanha Y Ikatu Xingu
Os resultados indicam que pode haver um ponto de equilíbrio a ser perseguido entre competição e cooperação, que agronomicamente poderia-se traduzir em densidade e diversidade. A agronomia estudou a fundo a competição e os efeitos da alta densidade, entretanto, muito pouco investigou os efeitos da alta diversidade de espécies, expressos nas associações simbiônticas possíveis entre diferentes tipos de plantas. Os efeitos de competição que a alta densidade causa, como a redução (líquida per capita) do total de luz, nutrientes e água disponível para cada planta, podem ser compensados pelos efeitos de cooperação entre espécies muito diferentes?
Mil sementes de milho plantadas em um metro quadrado produz alta mortalidade e crescimento reduzido, daí a agronomia fez os ensaios com o milho e viu que 40-50 sementes por metro quadrado, em duas linhas, é a densidade ideal. Agora imagine o mesmo metro quadrado e plante em alinhamento norte-sul 35 sementes de milho em uma linha só, 10 de feijão, 1 de jatobá, 1 de mutamba, 1 de tamboril, etc. As necessidades nutricionais do feijão e do milho são diferentes e, inclusive, complementares, tanto que, a despeito de qualquer adubação existente, a agronomia recomenda a rotação dessas culturas. Plantados ao mesmo tempo, o milho cresce para cima, bem mais rápido que o feijão, que cresce mais para os lados, o que propicia a ambos e às árvores as diferentes luminosidades de que necessitam. Se essas plantas em conjunto ocuparem o lugar e a função (nicho) do capim, esse poderá desaparecer. Algumas árvores começam a germinar com a energia armazenada na semente e, quando essa acaba, as folhas do milho e do feijão já estão caindo no chão para alimentá-las. Colhe-se milho, feijão e, futuramente, frutas e madeira com o mesmo trabalho.
A alta densidade com diversidade possibilita a formação de um denso e complexo sistema radicular que cria canais comunicantes no solo, desde o lençol freático até a superfície, que pega água, nutrientes, micorrizas e rizóbios a diferentes profundidades e serve a toda a comunidade através do seu bombeamento para as folhas, que evaporam água para o ar até cair no chão, onde umidade e nutrientes podem ser reaproveitados pelas raízes superficiais. A síntese de nutrientes nessas folhas, galhos, raízes, flores e frutos é altamente diversa, entre espécies e ao longo do ciclo de vida de cada espécie, assim como a carência das plantas por nutrientes do solo, havendo espaço para complementariedades entre seus nichos biológicos específicos sem esgotar o solo, pois quanto maior a diversidade de espécies de cada nicho na sua densidade certa, mais rápida e diversificada será a ciclagem de nutrientes. Tendem a sobreviver as plantas que encontrarem no seu lugar complementariedades com as plantas ao seu redor suficientes para superar os efeitos de competição entre elas.
A densidade certa de plantas de cada nicho biológico da floresta tropical (ervas, arbustos, cipós, epífitas, árvores pioneiras, secundárias, de dossel, emergentes e de sub-bosque) evapotranspira o ano todo, o que além de contribuir para a formação regional de chuvas, mantém o microclima do plantio um pouco mais estável e úmido, para o que o efeito barra-vento das plantas de rápido crescimento, como abóbora, feijão-de-porco e guandu, contribui muito.
A alta densidade ou a ausência de algum nicho ecológico pode comprometer o desenvolvimento de todo o sistema. Pode-se visualizar isso em experimentos com alta densidade de feijão-guandu ou onde este não foi plantado, resultando, respectivamente, em mortalidade generalizada das árvores e do capim pelo sombreamento do guandu; ou em morte por abafamento das árvores pelo capim. Portanto, se fez necessário plantar diversas experiências, tentando-se ajustar empiricamente as densidades de plantio de cada espécie, tomando-se como base algumas espécies-chave de cada nicho ecológico, principalmente desses que dominam os estágios iniciais da floresta, como ervas, arbustos e cipós rasteiros, mas sem esquecer das plantas de cada estágio da floresta, até a floresta madura.
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ISA - Instituto Socioambiental - http://www.socioambiental.org.br
Campanha ´Y Ikatu Xingu - http://www.yikatuxingu.org.br
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Saci
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