
A reserva se tornou um grande laboratório natural em uma florestal tropical, onde dezenas de estudos taxonômicos e ecológicos foram realizados. Árvores, sapos, primatas, peixes, lagartos, palmeiras, samambaias, formigas, aranhas, ácaros e fungos, dentre muitos outros, foram estudados em profundidade. Entretanto, os estudos iniciais visitaram apenas uma pequena área da reserva (cerca de 20 %). Por volta do ano 2000, foi proposto um sistema que permitiu aos pesquisadores ampliar muito a extensão da área de amostragem, num panorama de integração dos resultados. O sistema consistiu em instalar trilhas de 8 km de extensão na floresta, formando uma grade de 64 km2 que cobre praticamente toda a extensão da Reserva Ducke.
O sistema de trilhas permitiu o acesso a ambientes terrestres, ripários e aquáticos distribuídos por toda a reserva. Conforme os estudos foram realizados, muitas espécies que não haviam sido registradas anteriormente foram descobertas, reforçando a idéia que é importante obter informações sobre a biodiversidade em uma área grande, que tende a incluir mais variação nas condições ambientais. Foi justamente dessa experiência desenvolvida na Reserva Ducke que surgiu o sistema RAPELD adotado pelo PPBio, que está sendo aplicado em diferentes regiões da Amazônia, do Brasil e do mundo.

O livro “Reserva Ducke: a biodiversidade amazônica através de uma grade”, organizado por Márcio Oliveira, Fabrício Baccaro, Ricardo Braga-Neto e William Magnusson, oferece ao leitor um breve apanhado sobre estudos recentes que foram desenvolvidos total ou parcialmente na grade de trilhas da reserva. Ele está disponível gratuitamente para download no Portal PPBio e foi lançado em comemoração à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia desse ano. Esperamos que o leitor desfrute dessas maravilhas e visite a reserva para conhecer um pouco mais do que está nos livros!
Para obter o arquivo em PDF do livro, clique aqui.



















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