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20 de junho de 2013

Biodiversidade e Monitoramento Ambiental Integrado: o sistema RAPELD na Amazônia

PPBio/CENBAM lançam livro com base na experiência de mais de uma década na implementação do sistema RAPELD na Amazônia brasileira. Ricamente ilustrado e escrito em linguagem simples, o livro aborda as questões que levaram ao desenvolvimento do sistema, a inclusão da pesquisa no sistema social, a organização espacial e representações da diversidade biológica, o monitoramento ambiental, os importantes parceiros do RAPELD e o gerenciamento de dados. Baixe o PDF.


O monitoramento da biodiversidade não é meramente uma empreitada acadêmica. Ainda que a representação da biodiversidade, a estrutura espacial e a integração com informações sobre o ambiente sejam temas essenciais, é imprescindível pensar no contexto político em que serão tomadas as decisões e em como incorporar parceiros, já que os pesquisadores têm uma capacidade limitada de ação. Por fim, é fundamental planejar o gerenciamento dos dados para potencializar o uso e garantir sua longevidade.

O RAPELD aborda a padronização espacial que é crucial para responder à maior parte das questões levantadas pelos tomadores de decisão, permitindo a flexibilidade e a inovação. O primeiro grande desafio deve ser o de integrar os diferentes tipos de monitoramento! Um sistema efetivo necessita integrar todos os aspectos simultaneamente através de muitas escalas diferentes e que os avanços na tecnologia da informação não são suficientes para realizar isso por si só. A ciência tornou-se extremamente linear e a pesquisa tornou-se focada em estudos normativos com entradas e saídas restritas, de forma que temos de reaprender a pensar lateralmente.

Com prefácio de Stuart Pimm, o livro está disponível em português e inglês e pode ser livremente baixado no portal PPBio. Uma versão impressa será lançada em breve. O livro foi financiado pela FAPEAM, FAPESP e EU BON e diversos outros parceiros e pessoas listados no livro foram importantíssimos durante todo o processo.


Para baixar o PDF, acesse: http://ppbio.inpa.gov.br/livros. Boa leitura!

Referência completa:
William Magnusson, Ricardo Braga-Neto, Flávia Pezzini, Fabrício Baccaro, Helena Bergallo, Jerry Penha, Domingos Rodrigues, Luciano M. Verdade, Albertina Lima, Ana Luísa Albernaz, Jean-Marc Hero, Ben Lawson, Carolina Castilh, Débora Drucker, Elisabeth Franklin, Fernando Mendonça, Flávia Costa, Graciliano Galdino, Guy Castley, Jansen Zuanon, Julio do Vale, José Laurindo Campos dos Santos, Regina Luizão, Renato Cintra, Reinaldo I. Barbosa, Antônio Lisboa, Rodrigo V. Koblitz, Cátia Nunes da Cunha, Antonio R. Mendes Ponte. Biodiversidade e Monitoramento Ambiental Integrado.  1. ed. Manaus: Áttema Editorial :: Assessoria e Design, 2013. 352p.




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30 de maio de 2012

Novo Portal PPBio está no ar!


Visando oferecer acesso a toda informação sobre o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) na Amazônia Ocidental, construímos um novo portal mais interativo. Veja no link: http://ppbio.inpa.gov.br/


Desde 2004, o PPBio vem instalando infraestrutura em diversos Sítios de coleta (http://ppbio.inpa.gov.br/sitios) na Amazônia, facilitando o acesso e integrando diferentes pesquisas. Todos os dados estão disponíveis noRepositório de dados (http://ppbio.inpa.gov.br/repositorio/dados), reformulado para melhor armazenar e disponibilizar os metadados e dados de pesquisadores PPBio e parceiros. Assim como o sistema utilizado pelo PELD-CNPq (http://peld.inpa.gov.br/repositorio), passamos a utilizar softwares especificamente desenvolvidos para esse fim, integrando à comunidade internacional. 

Todas as Publicações (http://ppbio.inpa.gov.br/public) derivadas do PPBio, como artigos, livros e guias de identificação, também estão disponíveis no site. Na aba Extensão (http://ppbio.inpa.gov.br/extensao) todos os treinamentos e capacitações realizados, bem como intercâmbios, podem ser visualizados. Para obter informações detalhadas sobre instalação de infraestrutura, identificação e gestão dos dados, explore a aba dos Métodos (http://ppbio.inpa.gov.br/metodos).

O site foi desenvolvido pela equipe de Gestão de Dados PPBio: Flávia Pezzini, Anne Oliveira, Rainer Amorim, Dayane Oliveira, Juliana Menger, Pablo Hendrigo, Clóvis Azambuja, com contribuições de Ricardo Braga Neto e Bill Magnusson.

Para acessar o conteúdo sobre o programa e a diversidade na Amazônia, navegue pelas abas superiores, pelas imagens ou pelos atalhos na página.






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29 de abril de 2011

PELD Sítio 1 – Manaus lança novo site

Acesse no endereço http://peld.inpa.gov.br


O Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) representa uma iniciativa pioneira no que diz respeito à obtenção de informações sobre aspectos fundamentais para a Conservação da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais dos ecossistemas brasileiros. Foi criado em 1996, no âmbito do Programa Integrado de Ecologia (IPE), e tem como foco o estabelecimento de sítios de pesquisa permanentes em diversos biomas e ecossistemas brasileiros, integrados em uma rede para o desenvolvimento e o acompanhamento de pesquisas ecológicas de longa duração.

O PELD é de extrema relevância para formação de recursos humanos e consolidação da pesquisa em Ecologia do Brasil, pois é um dos poucos programas que financia pesquisa de longo prazo. Ele proporciona a investigação de temas como composição, funcionamento e dinâmica de ecossistemas, e efeitos de mudanças provocadas por perturbações naturais e/ou antrópicas, que tratam de processos ecológicos chaves para o entendimento dos mecanismos e padrões que moldam a biodiversidade do planeta e seus serviços ambientais.

Em 2009 uma nova fase do PELD Brasil teve início com a aprovação pelo CNPq de 26 sítios de pesquisa, sendo 18 sítios novos e 9 sítios que já participavam da fase 1. Além disso, um único projeto foi aprovado para criação de um banco de dados para os dados gerados pelo programa.


No PELD Sítio 1: Floresta Amazônica – Manaus pesquisadores e projetos vinculados ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) atuam em parceria na investigação dos ecossistemas aquáticos e terrestres da floresta tropical úmida. A primeira fase desse projeto correspondeu ao período de 1998 - 2008 e grande parte dos resultados já está disponível no site. Desde 2009, o PELD Sítio 1 encontra-se em sua segunda fase de execução e é coordenado pela pesquisadora do INPA Flávia Costa.

O PELD Sítio 1 é um dos únicos projetos no Brasil que possui um curador de dados responsável pela sua gestão e disponibilização. Esse sítio foi escolhido pela equipe do projeto PELD Banco de Dados como piloto para implantação do sistema por ser um dos únicos que já possui dados disponíveis online.

O site do PELD sítio 1: Floresta Amazônica - Manaus foi criado com a intenção de disseminar as informações sobre o Programa, principalmente seus resultados, de modo que fiquem disponíveis para consultas online.

Esperamos sua visita: http://peld.inpa.gov.br

Qualquer dúvida ou maiores informações entre em contato com nossa equipe através do e-mail: peld.inpa@gmail.com


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7 de abril de 2010

Revistas de alto impacto adotam novas políticas de arquivamento de dados

Estudos científicos geram grande quantidade de dados passíveis de aplicação no futuro. Entretanto, a maioria dos trabalhos apresenta os resultados de forma sintética, inviabilizando a utilização por outros pesquisadores.


A questão de compartilhamento de dados tem sido muito discutida, embora ainda seja um assunto polêmico, principalmente na área da ecologia. Recentemente, dois periódicos científicos de alto impacto dedicaram-se a esse tema, reforçando a abrangência e atualidade do assunto (Nature - volume 461 e Biotropica - volume 41, ambas em 2009). Em 2010, periódicos de grande fator de impacto, como American Naturalist, Evolution, Journal of Evolutionary Biology, Molecular Ecology e Heredity, estão publicando em seus editoriais uma nova política para arquivamento de dados. De uma forma geral, a política assume como condição para a publicação que os dados utilizados no artigo sejam armazenados em arquivos públicos adequados, como GenBank, TreeBASE, Dryade, NCEAS, Knowledge Network for Biocomplexity, na forma de material complementar on-line associado ou em outro repositório de longo termo público e estável. É uma ótima alternativa para garantir a longevidade dos dados.

No Brasil, isso vem acontecendo desde 2004 com o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O programa PPBio disponibiliza em seu portal (http://ppbio.inpa.gov.br) um banco de dados dos levantamentos biológicos realizados nos sítios de coleta do PPBio e parceiros, além de dados de coleções biológicas. Cada conjunto de dados sempre está acompanhado pelos seus respectivos metadados, que são explicações detalhadas sobre como os dados foram coletados, onde, por quem e quando. De acordo com a política de dados do PPBio, os metadados devem estar disponíveis no site após 30 dias da viagem à campo e o conjunto de dados após 1 ano. Atualmente mais de 160 metadados e 110 conjuntos de dados estão disponíveis no site. No PPBio os metadados estão disponíveis no padrão EML (Ecological Metadata Language), desenvolvido pelo Knowledge Network for Biocomplexity (KNB), uma das redes indicadas na nova política para arquivamento de dados. O PPBio planeja adotar o sistema desenvolvido pelo KNB para aprimorar a disponibilização de seus dados: o servidor Metacat e o editor Morpho. Ambos são utilizados por diversas redes de pesquisas em todo o mundo, dentre elas o PELD internacional (LTER), o National Center for Ecological Analysis and Synthesis (NCEAS), Ecological Society of America (ESA), o Tropical Ecosystem Assessment and Monitoring (TEAM) e Conservation International (CI). Esse sistema também será utilizado para unificar o banco de dados do PELD Brasil.



Imagens obtidas em Nature: 461 (7261), 2010.



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