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7 de março de 2012

Vídeos sobre monitoramento de grupos-alvo PPBio já estão disponíveis

(Fonte: http://ppbio.inpa.gov.br/Port/videosppbio)

A equipe PPBio produziu vídeos com a intenção de auxiliar pesquisadores e gestores ambientais nas técnicas de amostragem e monitoramento de grupos-alvo. Estes alvos foram selecionados tendo como base as metas a serem monitoradas pelas agências ambientais dentro de programas de pesquisas em UCs, acompanhamento de atividades de concessão madeireira, acompanhamento das atividades de implementação e funcionamento de obras de infra-estrutura e outras que prevêem o monitoramento da biodiversidade.

Inicialmente foram selecionados 5 grupos alvo para levantamento e monitoramento em módulos e grades RAPELD: samambaias, árvores comerciais, sapos, peixes e primatas. Espera-se que a longo prazo, sejam feitos levantamentos de todos os grupos em todos os sítios RAPELD, no entanto isto não é um objetivo viável a curto prazo.

Já estão disponíveis os vídeos: Árvores Comerciais, Samambaias, Sapos, Primatas.

Os vídeos foram narrados por Fernanda Coelho (Árvores Comerciais), Flávia Costa (Samambaias), Pedro Ivo Simões (Sapos), Fabio Rohe e Adriane Morais (Primatas), todos produzidos por William Magnusson.

Os vídeos podem ser vistos através do nosso canal no You Tube http://www.youtube.com/user/PPBioINPA e também podem ser baixados no site PPBio (links abaixo). Os arquivos disponíveis podem ser utilizados para qualquer fim, desde que sejam citados os créditos originais.





Assista no YouTube: Sapos diurnos - Parte 1




Assista no YouTube: Sapos diurnos - Parte 2




Assista no YouTube: Sapos diurnos - Parte 3






Assista no YouTube: Primatas - Parte 1




Assista no YouTube: Primatas - Parte 2







Assista no YouTube: Árvores Comerciais - Parte 1




Assista no YouTube: Árvores Comerciais - Parte 2






Assista no YouTube: Samambaias - Parte 1




Assista no YouTube: Samambaias - Parte 2



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5 de outubro de 2009

Como escrever de trás pra frente

Segue uma tradução livre de um artigo de William Magnusson (INPA) sobre como escrever textos científicos. 
 
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Como escrever de trás pra frente
 
Lertzman (1995) apresentou muitas sugestões úteis para escrever artigos e teses. Muitas dessas aparentemente estão relacionadas com a forma, mas escritores experientes perceberão que a maioria está intimamente relacionada com a função.  O artigo sintetizou muitas idéias interessantes que podem ser encontradas em livros sobre como escrever textos científicos, e como tais podem ser mais acessíveis para escritores iniciantes. Entretanto, em uma década ensinando comunicação científica, eu percebi que até mesmo cinco páginas de texto, com uma dúzia de sugestões gramaticais, são demais para um escritor inexperiente tentando colocar no papel seu primeiro manuscrito, especialmente se Inglês não for sua língua materna. Se o escritor for capaz de captar bem o conteúdo é relativamente fácil corrigir o manuscrito em relação ao estilo, usando textos como o de Lertzman, ou indicar  falhas no caso de um escritor experiente.

As seguintes regras tem ajudado muitos escritores inexperientes a começar a escrever, assim como ajudaram muitos escritores experientes, como eu mesmo, a sair de um desesperado emaranhado de observações e inferências.

Regra 1: Escreva as conclusões do seu artigo. Mesmo artigos extensos ou capítulos de teses não possuem mais que cinco ou seis conclusões substanciais. Cada conclusão deve ser sucinta e ocupar apenas uma sentença e menos de duas linhas. As conclusões escritas aqui não farão parte da versão final do trabalho, de modo que elas não precisam de expressões como "contudo" e "que é".

Regra 2: Escreva somente os resultados necessários para fazer as conclusões que você apresentou.

Regra 3: Escreva somente os métodos necessários para entender como os resultados foram obtidos.
 
Regra 4: Escreva a discussão, que deveria apresentar somente informações adicionais (com base na literatura) que modificam, estendem, confirmam ou contradizem as conclusões baseadas nos seus resultados.

Regra 5: Escreva a introdução, a qual deve ter somente informações necessárias para apresentar as questões para as quais as conclusões são as respostas.

Quando você tiver isso pronto, a estória está contada. Você pode ir mais a fundo para corrigir erros de estilo, como os indicados por Lertzman (1995). Se o seu orientador principal quiser que você inclua outras coisas, como revisões da literatura sobre espécies ou ecossistemas, especulações não baseadas nos seus resultados, etc., coloque-as em capítulos, seções ou apêndices à parte. Depois de defender a tese, essas poderão ser descartadas e o resto submetido para publicação. Este processo é direto, o estudante aprende a escrever uma tese e publicar ao mesmo tempo. Isto evita ter que desaprender todas as técnicas adquiridas durante a preparação da tese, de modo que é possível aprender a ser um pesquisador e a publicar.

Agradecimentos 
Eu agradeço todos meus estudantes que, quando tudo mais deu errado, adotaram essas regras e fizeram suas teses coerentes.

William E. Magnusson
Coordenação de Pesquisas em Ecologia
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Manaus, AM - Brasil


Fonte: [Magnusson, W.E. (1996). How to write backwards. Bulletin of the Ecological Society of America vol 77(2):88.]


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