
23 de outubro de 2008
Zotero: novo paradigma para achar, guardar e citar referências bibliográficas


Fernando Fernandez: Por que conservar a natureza afinal?

15 de outubro de 2008
ISA fornece mapa sobre a Amazônia

Essa versão é de 2007 e está em inglês.

12 de outubro de 2008
Ato #3 - Como entender padrões espaciais da biodiversidade? - Victor Landeiro

Vamos nos encontrar às 17h na sala de aula da Ecologia.
Vejam abaixo um panorama sobre a apresentação enviado pelo Victor.
Abraços a todos e até lá! Sássa
"Nos últimos anos a ecologia vem passando por uma mudança de paradigma que causa excitação em uns e desagrado em outros. Muito dessa controvérsia é devido à falta de habilidade matemática entre os ecólogos e à "irritante" idéia de incluir o espaço como um preditor da biodiversidade, em detrimento ao ambiente. Toda essa mudança foi gerada quando trouxeram para a ecologia o problema da autocorrelação espacial para os modelos ecológicos.
Atualmente, as escolhas de modelos e análises ainda é controversa, mas a principal idéia é tentar entender os padrões espaciais da biodiversidade. A ecologia nasceu tentando entender os motivos de tanta variação na biodiversidade de um local para outro, e a busca por esse entendimento parece que ainda será de grande duração.
A idéia dessa apresentação será discutir as mudanças recentes na ecologia e o que as pessoas tem feito paratentar entender a distribuição espacial de espécies, comunidades e diversidade beta. Em geral a idéia é incluir o espaço em análises espaciais, modificações de regressões lineares, para entender o padrão espacial e evitar que a estrutura espacial presente em dados ecológicos confunda a interpretação desses dados".

9 de outubro de 2008
Resumo da Reunião de 02 de Outubro

Resumo
Trabalhos sobre igarapés de cabeceira na Amazônia são difíceis devido principalmente à maior dificuldade de acesso. Sobre os grandes rios amazônicos estudos mostram a forte relação da fauna da calha principal com a planície inundável, relatando migrações laterais, longitudinais, mudanças na composição, todos estes padrões e processos relacionados a mudanças temporais no ambiente. Em igarapés de cabeceira, poucos estudos objetivaram estudar variações ao longo do tempo na composição da ictiofauna (p.e. Bührnheim & Cox-Fernandes 2001).
Buscando determinar padrões de variação temporal na ictiofauna, fizemos 3 amostragens de peixes e características ambientais em 31 igarapés da Reserva Ducke, ao longo de um ciclo hidrológico completo (setembro de 2005 e agosto de 2006). Utilizamos exatamente os mesmos trechos de 50m de igarapés em todas as amostragens, que são parcelas aquáticas permanentes estabelecidas em 2000.
Utilizamos a base de dados de Mendonça et al. (2005) disponibilizada pelo PPBio para realizar comparações com o ano de 2001. O número médio de indivíduos capturados por igarapé em 2006 foi maior que em 2001. Das 54 espécies capturadas, 19 foram novos registros para a área. Por outro lado, deixamos de detectar 14 espécies que haviam sido registradas. As principais diferenças de composição entre os anos foram relacionadas a estas espécies 'raras'. A composição geral, baseadas na abundância das espécies, não foi diferente entre os anos.

Variáveis físico-químicas da água e a composição do substrato dos igarapés foram diferentes entre seca e chuva, mas não afetaram as variações da ictiofauna.
Sugerimos que as diferenças de composição estejam relacionadas à utilização de poças temporárias pelos peixes no período chuvoso e ao seu retorno para o canal principal após este período. Concluímos, diferente de estudos anteriores, que existem diferenças significativas na composição da ictiofauna de pequenos igarapés de tera-firme entre momentos do ano e, assim, que a sazonalidade deve ser levada em conta quando se compara estudos realizados em diferentes áreas e períodos.
Atualmente, como bolsista PCI, e em parceria com Murilo Sversut, estamos desenvolvendo um estudo em 12 igarapés das bacia do Acará e Tinga, na Reserva Ducke. A idéia é amostrar todo o ambiente aquático da terra-firme, que envolve os igarapés, poças temporárias e permanentes, e ambientes alagados conectados temporariamente aos igarapés. Estudos sobre comportamento, reprodução, dieta, e experimentos de marcação e recaptura de alguns grupos de espécies, serão as ferramentas para tentar entender melhor os processos biológicos relacionados às diferenças detectadas ao longo do ano.
Por enquanto, a melhor referência sobre estes estudos é minha dissertação. Em breve, será publicado o artigo sobre sazonalidade, e postarei aqui um link para ele.
Abraço a todos. E compareçam na próxima reunião!!
Referência citada e não linkada:
BÜHRNHEIM, C. M. & COXFERNANDES, C. 2001. Low seasonal variation of fish assemblages in Amazonian rain forest streams. Ichthyological Exploration of Freshwaters, 12: 6578.
