Nesta "mini-oficina", ele falou rapidamente sobre o problema de autocorrelação espacial em ecologia, explicando como dados autocorrelacionados podem gerar modelos e conclusões precipitadas, possivelmente errôneas. Após apontar os principais problemas, ele fez uma rápida discussão sobre os principais métodos utilizados para tratar a autocorrelação espacial.
Os métodos mais discutidos foram os "filtros espaciais" e os "modelos autorregressivos simultâneos". Os filtros espaciais são gerados a partir de uma matriz de conectividade, da qual se extrai os autovetores que são usados como filtros espaciais. Já os modelos autorregressivos adicionam no modelo um termo autorregressivo que é capaz de capturar o efeito espacial. Em ambos métodos a questão que mais gera duvidas é em que parte do modelo a parte espacial da análise irá atuar.
O Dr. Diniz Filho mostrou que existem basicamente 3 formas de inserir o espaço no modelo. A primeira forma visa remover a autocorrelação na variável resposta, contudo o espaço começa a se confundir com o ambiente. Uma segunda forma é inserir o espaço tanto na variável resposta quanto na variável preditora (ambiental). Por fim, a terceira forma visa atuar diretamente nos resíduos do modelo não espacial, diminuindo a interferência do espaço no componente ambiental.
Existe um grande problema conceitual e estatístico nas análises ecológicas e, para um bom entendimento dos processos ecológicos que geram a distribuição de espécies, é preciso saber como separar efeitos ambientais dos efeitos espaciais. A visita do Dr. Diniz Filho foi importante porque proporcionou uma orientação conceitual sobre os projetos dos alunos do Inpa, favorecendo intercâmbio de experiências entre pesquisadores locais e um dos grupos mais expressivos em Macroecologia no Brasil.
Para conhecer mais sobre o grupo de trabalho do pesquisador José Alexandre Diniz Filho, visite: http://www.ecoevol.ufg.br/laboratorios/lets/
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